domingo, 16 de junho de 2013

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Tive um vizinho que gritava com a namorada ao telefone, sem se importar que o prédio inteiro ouvisse:

 “Não sei o que fazer! Fico mal contigo e fico mal sentigo!”.

 Sempre achei essa situação desoladora, e nem estou falando do português do sujeito.

 É duro ter apenas duas alternativas (ficar ou ir embora)

e ambas serem terríveis.


— Martha Medeiros. (via romuloassis)

domingo, 9 de junho de 2013

Aquela foto.


Eu joguei a nossa foto numa pasta qualquer. Dentro de outra pasta. Dentro de outra. Para que toda vez que eu abrisse "Imagens", eu não visse a miniatura. E assim, a ferida nunca cicatrizasse.


Mas eu sabia que ela estava lá, em algum lugar. Mas estaria lá. Caso você voltasse. Caso a gente se acertasse. Caso a gente começasse a montar uma nova pasta de fotos só nossa,  eu iria querer ter a  primeira. Pra que ela contasse o começo da nossa história.

Hoje eu achei essa foto.

A nossa primeira foto. A nossa única. E deletei.

 Não por ela ser a unica, sem importância, de um caso que não passou disso. Não foi pra apagar as noites que bebemos e dançamos juntos. Não foi pra esquecer você dizendo que queria ser o meu namorado. Não foi pra esquecer você pedindo pra eu não te abandonar. Não foi pra esquecer você me contar sobre o seu chefe, sobre o dia que bateram no seu carro, sobre ela, sobre como você bateu as asas e voou pra longe do ninho. 

Apaguei porque, se algum dia, nosso caso virar uma história, nós tiraremos outras. E essas sim, serão as importantes. 

E apagar essa me fez ter vontade de apagar outras. Mas eu não consegui. Três anos e eu ainda não consigo apagar aquelas fotos.

Não porque eu tenho esperanças que elas sejam as primeiras, de uma historia que ainda pode continuar. Não serão. Elas já contam nosso começo, nosso meio e nosso fim. Não apaguei por lutar contra a marcha inevitável do esquecimento. Eu já esqueci. 

Não apaguei porque quando eu olho pra elas, eu me apaixono de novo.



Por mim. 



terça-feira, 28 de maio de 2013

L, G.

Não é que eu quero que você volte pra mim ( se é que algum dia você foi meu...)
Não que eu quero a gente junto de novo (se é que um dia nós estivemos...)
Não quero mesmo.
Eu vejo as fotos de vocês dois e eu fico feliz por você, de verdade.
O que eu mais quero com você é que você seja feliz,
e que esteja sendo feliz agora!
com ela.  Com quem for.
Mais do que feliz. Que você seja melhor.
Que com ela você fortaleça todas as suas qualidades.

Mas, depois que você seja feliz,
eu quero ter aquelas mensagens de bom dia de novo.
Porque depois da minha vontade de que você seja feliz - e melhor -
está minha saudade.

Corroendo minha alma,
doendo lá no fundo do meu estômago.

Mas não que eu queria a gente junto
Não quero mesmo.
Só quero os "buenos dias".
Ou a certeza de que não era nada de mais.
(que seria só um almoço,
que seria só uma cerveja...)
Ou a paz na qual eu estava vivendo antes de você reaparecer.

Pra fazer doer o que já nem doía mais...







Eu sei, é um doce te amar
O amargo é querer-te pra mim

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A (regredindo no alfabeto)


As luzes piscavam acima de nós, quando ele me olhou nos olhos e se perguntou em voz alta, sorrindo:

"Aonde você esteve escondida todo esse tempo?"

me deu um beijo na testa e me abraçou.














Onde é que eu estive esse tempo todo?
Guardada dentro de minha bolha,
protegida de gente como você, 
provavelmente. 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Minas



- Já imaginou viver num lugar assim? - Ele me disse, enquanto olhávamos os mares de morros verdes que se estendiam nas margens da estrada.

E essa frase
foi melhor que um beijo.